Um ano após arrombamento, agência do Banco do Brasil segue sem funcionamento

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Esta sexta-feira (10) marca o primeiro aniversário da ação criminosa contra a agência do Banco do Brasil em Chã Grande. Na madrugada daquele 10 de agosto, homens armados, com o auxílio de explosivos, invadiram a unidade bancária. O estrago foi imensurável. A única agência bancária da cidade estava, agora, desativada.

Agência ficou completamente destruída, após a ação. Foto: Reprodução Redes Sociais

Hoje, um ano após a investida criminosa que assustou toda a cidade, pouca coisa mudou. O Banco do Brasil alguns meses após o incidente, inciou as obras de recuperação da unidade. Mas os reparos continuam até hoje, já que a agência ainda não voltou a funcionar.

Com a situação, o comércio começou a sentir os primeiros efeitos, como revela o empresário Esmeraldo Júnior: “O prejuízo é da população em geral, mas principalmente do comércio, pois a migração que já era grande, aumentou ainda mais. A partir do momento que eles sacam em outro lugar, uma parcela muito maior do valor fica em outra cidade”.

Se para os comerciantes, os últimos 12 meses foram difíceis, o mesmo pode-se dizer também sobre o público que dependia da agência para saques, depósitos ou até atendimentos. Todos os serviços passaram a ser feitos na agência de Gravatá, o que traz medo e insegurança para muita gente. “Terrível. Medo de assalto na volta”, diz o professor Gilvaldo Rodrigues, sobre o trajeto.

Uma saída encontrada para muita gente é buscar, na cidade, o atendimento de correspondente bancário, lotérica ou Correios. Mas no primeiro caso, por exemplo, é necessário um equilíbrio entre depósitos e pagamentos de títulos e saques, o que muitas das vezes não acontece.

Desde o fechamento da agência, muito se discutiu sobre a reabertura. Até o Conselho Municipal de Segurança foi criado, com o intuito de debater estratégias para a segurança pública na cidade. Um dos pontos debatidos foi a transferência do Departamento de Polícia Militar (DPM) para uma área mais central da cidade, através de uma permuta com o município envolvendo os prédios da Escola Municipal Maria Amélia e o prédio da DPM.

O processo está em fase final. Em julho, a escola foi transferida para o Salão Paroquial, enquanto que as obras no local para abrigar a Polícia Militar foram iniciadas. Na época em que iniciou toda a discussão sobre a troca, o prefeito Diogo Alexandre organizou uma reunião com pais de alunos, e uma audiência pública na Câmara chegou a ser realizada. “Hoje, um dos pontos mais discutidos em todo o Brasil chama-se segurança pública”, disse Diogo na época. “Não poderíamos ficar omissos numa situação que tem prejudicado toda a população chãgrandense”, completou.

Números 

Os números impressionam. Apenas no primeiro semestre desse ano, 1.275 ataques a agência foram registrados. Número superior ao do ano passado: 1.090. Os dados são da Contrasp, confederação que reúne trabalhadores do setor de segurança bancária.

De 2016 para cá, 215 município deixaram de ter agência bancária. Em contrapartida, 189 ganharam pontos de atendimentos, que restringem os tipos de serviços e dificultam a circulação do dinheiro nas cidades.

Na região, além de Chã Grande, também foram vítimas de ações criminosas as agências de Amaraji (2x) e Pombos.

Como está hoje?

Segundo as análises preliminares, o processo de reforma do Banco do Brasil em Chã Grande já está em sua fase final. Agora, pelo que se analisa, os serviços estão focados nos detalhes e instalações de equipamentos.

 

 

 

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