Chã Grande perde eleição presidencial pela primeira vez desde a redemocratização do país

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Apesar do clima de seções vazias, votação na cidade foi maior que no primeiro turno.

O resultado das urnas em Chã Grande neste domingo (28), durante o segundo turno da eleição presidencial, confirmou o que todos já esperavam. O candidato derrotado Fernando Haddad (PT) obteve mais de 70% dos votos válidos na cidade. No primeiro turno, o candidato já havia tido 52,27% dos votos.

Chã Grande seguiu o exemplo de Pernambuco, onde Haddad venceu em 184 dos 185 municípios. Jair Bolsonaro (PSL), eleito no domingo, venceu apenas na cidade de Santa Cruz do Capibaribe. Na região Nordeste não foi diferente, com vitória de Haddad nos nove estados.

Mas um fato chamou a atenção com o resultado das urnas em Chã Grande. Pela primeira vez, desde a redemocratização do Brasil e a primeira eleição direta em 1989, a cidade perdeu uma disputa presidencial. Até hoje, o município registrava sete vitórias na escolha do governante do país.

Para se ter uma ideia, na primeira eleição presidencial direta após o fim do período militar, os eleitores chãgrandenses contrariaram a escolha estadual, dando vitória a Fernando Collor nas urnas. Na cidade, Collor teve 5.199 votos no segundo turno, contra 4.101 de Lula (PT). No estado, Lula foi o vencedor, com 1.509.085 votos, contra 1.455.753.

Nas eleições que se seguiram, o voto chãgrandense continuou a ser vitorioso, até este ano. Foi assim em 1994 e 1998, com Fernando Henrique Cardoso (PSDB); em 2002 e 2006, com Lula; e em 2010 e no segundo turno de 2014, com Dilma Roussef (PT), já que no primeiro turno a vitória foi de Marina Silva (REDE), que na época disputou pelo PSB, substituindo Eduardo Campos.

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