Audiência Pública debate intolerância contra religiões de matriz africana em Chã Grande

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O Fórum de Chã Grande sediou nesta segunda-feira (7), a primeira audiência pública referente a intolerância religiosa contra religiões de matriz africana no município. A data faz jus ao evento, já que neste dia se celebra a liberdade de cultos no Brasil. E foi justamente este o motivo da conversa, que contou com a presença de autoridades, especialistas e estudantes.

A abertura contou com a apresentação especial da Banda Musical XV de Março, recepcionando o público. Em seguida, com a execução do hino nacional brasileiro, a audiência foi aberta pelo promotor de justiça do município, Gustavo Holanda. Ainda estiveram presentes o prefeito de Chã Grande, Diogo Alexandre, o vice, Sandro Advogado, e o presidente da Câmara Municipal, Jorge Luís.

A professora e doutora Valéria Costa, que atua no Instituto Federal de Pernambuco no município de Serra Talhada, no sertão pernambucano, foi a primeira palestrante. Ela apresentou um pouco do histórico das religiões negras no Brasil, da escravidão à pós-emancipação. Em seguida, ainda se apresentaram Iyá Agbassà Vera Regina e Iabá Maria de Lourdes de Azevedo, da Rede de Mulheres de Terreiro de Pernambuco.

O evento teve sequência com a apresentação da Ebomy Maria José dos Santos, do Ilê Axé Iyá Nassô Oká, conhecido como Terreiro da Casa Branca, em Recife. Ela, que também faz parte da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, apresentou um pouco dos aspecto das religiões de matriz africana.

A questão da proteção constitucional à liberdade de culto foi apresentada pela promotora de justiça da cidade de Cupira, no agreste de Pernambuco, Soraya Cristina. Com João Amaro Monteiro da Silva, do terreiro Ogum Màáta, de Tejipió, no Recife, foi apresentada a questão educacional. A última palestra apresentou os aspectos criminais da intolerância religiosa, com a professora Katiene Gouveia.

O evento contou ainda com a participação da babalorixá Adamequis Santos, que teve seu terreiro incendiado em setembro do ano passado. O caso motivou a criação da audiência pública.

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