A Rede Globo exibe neste domingo (12), a partir das 16h, a final de 2002 da Copa do Mundo de Futebol, quando o Brasil conquistou seu último título mundial. Oportunidade para novas gerações conhecerem um pouco mais do futebol de Cafu, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Denilson e demais nomes que marcaram a seleção comandada pelo Felipão.

A conquista do título já representa 18 anos na história do futebol mundial. Desde então, não tivemos mais a oportunidade de levantar a taça e soltar o grito de campeão. De lá pra cá, um domínio absoluto do continente europeu: Itália (2006), Espanha (2010), Alemanha (2014) e França (2018).

Mas como eram as coisas em 2002, ano da conquista do pentacampeonato? Pra começar, o país vivia o último ano de governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o primeiro presidente a ter dois mandatos seguidos. Apenas três meses após a final, o brasileiro iria às urnas no primeiro turno para as eleições que escolheriam o novo presidente da república. Lula (PT), José Serra (PSDB), Garotinho (na época no PSB) e Ciro Gomes (na época pelo PPS), disputariam a eleição, saindo o petista e o tucano para o segundo turno, com vitória de Lula.

No mercado financeiro, o dólar, moeda americana, atingiria seu auge em outubro daquele ano, quando chegou a ser cotado a R$ 4,00. Hoje, a moeda já ultrapassou a casa dos R$ 5,00. Mas se corrigido aos dias atuais, o valor do pico em 2002 seria de R$ 6,86.

O Top 100 da parada musical no Brasil reunia diversos gêneros musicais, mas a ausência do estilo sertanejo universitário que domina o meio artístico do país chama a atenção. Sandy e Júnior, Ivete Sangalo, Linkin Park, Kelly Key e Kylie Minogue dominavam os cinco primeiros lugares do ranking nacional.

Em Pernambuco, Jarbas Vasconcelos era reeleito para o cargo de governador, enfrentando adversários como Humberto Costa (PT) e Carlos Wilson (In memorian). Jarbas governaria até 2006, após vencer a eleição ainda em primeiro turno.

Em Chã Grande, o cargo de prefeito era ocupado por Daniel Alves, que havia sido eleito em 2000. Jaci Moreira, ex-prefeito da cidade em duas oportunidades e que ocupava o cargo de vice-prefeito, faleceu em fevereiro daquele ano. O município contava com dois grupos políticos. O de situação era então comandado por Daniel Alves, enquanto que a oposição tinha o ex-prefeito Ivaldo Queiroz como líder. Daniel apoiou Aglailson Júnior e Inocêncio Oliveira como deputados estadual e federal, respectivamente. Ivaldo saiu às ruas em apoio a Bruno Araújo e Nilson Gibson.

A internet começava a se difundir, mesmo que timidamente, no município. O que fazia sucesso mesmo era o telefone fixo. Com investimentos da Telemar para popularizar o serviço, muitas residências de Chã Grande ganharam seus primeiros telefones.

A Igreja Matriz de São José era comandada pelo então Padre Adriano Manuel, que havia substituído o Monsenhor João Inácio Ferreira ainda na década de 90. Padre Adriano seria substituído por Padre Humberto em 2005.

No futebol local, nenhum campeonato foi realizado nesse período. Assim, o Ipiranga ainda era o maior campeão chã-grandense, com seis títulos, enquanto que a Camela possuía uma taça. Além das duas equipes, apenas o extinto Bahia havia levantado também a taça de campeão local. Hoje, essa conquista é também de outras três equipes, totalizando seis campeões.

A final da Copa do Mundo de 2002 foi mais do que simplesmente um jogo de futebol. Como coincide com o período junino no nordeste brasileiro, a final foi acompanhada no antigo Palhoção, no centro da cidade, onde a festa continuou após o título.