Na última semana, foi divulgado um relatório de 4 mil páginas pelo ‘Painel Intergovernamental Sobre as Mudanças Climáticas (IPCC)’, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). Nele, é apresentado um prognóstico do que pode acontecer com o planeta Terra daqui a 30 anos, como mudanças climáticas que vão afetar a vida humana, além de risco de extinção de espécies, disseminação de doenças, calor insustentável e colapso de ecossistemas.

De acordo com Maria Neira, diretora do Departamento de Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das questões que a nossa geração vai enfrentar é a falta de acesso à água potável, que pode afetar a vida humana com doenças relacionadas à ausência de saneamento. Além disso, a projeção indica que até 2050, mais de 30 milhões de pessoas terão que se deslocar de seus lugares por conta de questões agrícolas e aumento do nível do mar.

Outro ponto que está na projeção é o aquecimento da temperatura média do planeta, e junto a isso, aumento do nível dos oceanos. São consequências do problema as ondas de calor marinhas, que podem prejudicar e até mesmo matar corais e conjuntos de algas marinhas.

De acordo com o relatório, entre os anos de 1925 e 2016, as ondas de calor aumentaram em 34%. Dentre as consequências que mais preocupam, está a exposição que os humanos terão a doenças transmissíveis, especialmente enfermidades que estão associadas a má qualidade do ar. De acordo com Stephanie Tye, pesquisadora associada da ‘Prática de Resiliência Climática do Instituto Mundial de Recursos’, a Covid-19 é um exemplo de que as fissuras dos sistemas de saúde estão visíveis. Os efeitos das mudanças drásticas no clima podem impactar esses mesmos sistemas em um plano maior.

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